O Vaticano anunciou neste sábado (15) que o papa Francisco aprovou um novo processo de três anos para que sejam consideradas reformas dentro da Igreja Católica. Um sinal de que o papa planeja seguir no cargo, apesar de sua batalha contra uma pneumonia bilateral.
Francisco ampliou o trabalho do Sínodo dos Bispos, uma iniciativa de seu papado que discutiu reformas como a possibilidade de mulheres servirem como diaconisas e a inclusão de pessoas LGBTQ na Igreja. O Sínodo realizou uma cúpula inconclusiva de bispos em outro do ano passado, e agora realizará consultas com católicos de todo o mundo pelos próximos três anos, antes de sediar uma nova cúpula em 2028.
Segundo informou o Vaticano, Francisco aprovou o novo processo de reformas na terça-feira (11), no hospital Gemelli, em Roma, onde está internado.
Esse novo processo de reforma pode ser interpretado como uma resposta às especulações sobre uma possível renúncia de Francisco, semelhante ao gesto de seu antecessor Bento XVI. Entretanto, amigos e biógrafos do papa afirmaram que ele não tem planos de renunciar.
“O Santo Padre […] está ajudando a impulsionar a renovação da Igreja em direção a um novo impulso missionário”, disse o cardeal Mario Grech, a autoridade da Igreja que lidera o processo de reforma, ao meio de comunicação do Vaticano. “Este é realmente um sinal de esperança.”
Os últimos boletins médicos informaram que o papa está melhorando e não corre mais risco imediato de morte.
Não há informação de quando ele terá alta do hospital.