O governador Ibaneis Rocha anunciou nesta quarta-feira (2), a criação do primeiro Centro de Referência Especializado em Autismo do Distrito Federal. O espaço será dedicado ao atendimento de crianças, adolescentes e adultos com transtorno do espectro autista (TEA), bem como de seus pais.
O anúncio foi feito na data marcada pelo Dia Mundial da Conscientização do Autismo. A primeira unidade será instalada no Plano Piloto, e há a previsão de mais duas nas regiões Sudoeste e Norte de Saúde, pontos considerados estratégicos.
“Mais uma vez, o Distrito Federal sai na vanguarda no atendimento e na conscientização, porque nós precisamos muito acolher essas pessoas”, afirmou o chefe do Executivo. O governador explicou que a expectativa é levar o centro de referência para outras regiões administrativas. “O projeto que está sendo tratado é no sentido de que a gente abra pelo menos um centro desses em cada uma das regiões do Distrito Federal, para que possamos acolher todos da melhor forma possível”, defendeu.
O secretário de Saúde, Juracy Cavalcante, destacou que o centro terá um papel fundamental para diagnosticar e dar apoio aos pacientes e às famílias. “Esse suporte é primordial nos primeiros anos de vida. Quando a gente fala do transtorno do espectro autista, geralmente, a criança começa a apresentar sinais por volta dos 2 ou 3 anos de idade. Então, é importante que a gente trabalhe essa parte da capacitação e da educação para que os pais possam reconhecer os sinais, e obviamente depois a gente vem com essa nossa experiência para tentar auxiliar no diagnóstico especializado”, afirmou.
O Centro de Referência Especializado em Autismo será composto por equipes multidisciplinares, com assistentes sociais, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, nutricionistas e fisioterapeutas, além de salas multissensoriais e equipamentos de estímulo e interação social. O serviço será feito de forma integrada com a Atenção Primária de Saúde.
“Esse centro terá toda uma estrutura de acolhimento e profissionais para garantir que as terapias sejam desenvolvidas e que possamos ajudá-los a ter um acompanhamento. De certa forma, buscamos desafogar a questão dos laudos, que hoje as pessoas têm muita dificuldade”, disse o deputado Eduardo Pedrosa.